A descoberta – Parte 2
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21 de outubro de 2015
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No dia seguinte que tivemos a confirmação da nossa gravidez, era o aniversário do Marcelo: primeiro de abril, dia da mentira! Meu cunhado nem acreditou quando ligamos contando a novidade, achou que era pegadinha! Sempre sonhei em ter uma menina, acho que deve ser culpa da Diana, minha boneca. Mas também, podem reparar: quase não existem bonecos nas lojas, as meninas (que curtem brincar de boneca, claro) acabam ficando sem opção e se tornam “mães” de meninas, desde cedo. Se bem que a minha irmã, quando era criança, tinha um boneco chamado Isaias Júnior, em homenagem ao nosso pai que se chama Isaias! Mas ele não tinha “pinto”, era só uma licença poética mesmo.

O fato é que eu não me imaginava sendo mãe de um menino, aliás, nem contava com essa possibilidade! Na família da minha mãe só dava mulher: meu avô tinha sete irmãs! Pois é, o primeiro homem depois de sete mulheres. Reza a lenda que virava lobisomem, nas noites de quinta-feira, quando tinha lua cheia. Bom, eu nunca vi, mas quem vai saber… Pelo histórico familiar a probabilidade de ser menina era grande. Mas quem define o sexo é o homem, né? E na família do Marcelo, só dá macho!

Quando a gente é criança, acha que tudo é possível, basta querer. Eu dizia que ia ter quatro filhas (tipo o pai das 4 garotas em “Confissões de Adolescentes”, da Maria Mariana, série que amava). Provavelmente, no auge da minha ingenuidade, devia imaginar um futuro milionário pra mim, coisa que até agora, claro, não aconteceu! Então de volta à realidade, trabalharemos neste blog com a ideia de 2 filhos, ok? Já achando o segundo o surto, do surto, do surto!

Por mais que eu quisesse tanto uma menina, desde o momento em que me descobri grávida, a minha intuição me dizia o contrário.

Fiz todas as simpatias: tabela chinesa, aquela do pêndulo em que a grávida vira a palma de uma das mãos para cima, uma pessoa amarra uma agulha numa linha e coloca um pouco acima da palma da mão da grávida, sem encostar. Se a agulha ficar balançando em linha reta, é menino. Se ficar mexendo em círculo, é menina. E se não mexer, a pessoa não vai ter filhos! Estou contando este adendo porque uma amiga, que quer muito ser mãe estava comigo e resolveu fazer também. A agulha ficou parada em cima da mão dela. Ela arrasada e eu falando:

– Para de bobagem, menina! Você acredita nisso?

E ela, lá, bolada… Enfim, o fato é que comigo, a danada ficou mexendo de um lado para o outro. Fiz também a simpatia da colher e do garfo. Alguém coloca uma colher e um garfo escondidos embaixo de duas almofadas ou panos, se a grávida sentar em cima da colher, é menina, se sentar no garfo, é menino. Adivinha onde eu sentei? Pois é, acertou. Olha que não sou uma pessoa muito supersticiosa, mas… isso tudo somado à minha intuição, me deixou, digamos, meio desconfiada…

Se tem uma coisa que eu sou nessa vida, é ansiosa. Mas não é pouca coisa, não. É MUITA! A mais ansiosa da face desta terra. Juro! Nem eu me aguento, às vezes (mentira, não me aguento na MAIORIA das vezes). Dizem que o ansioso vive no futuro. Pois é… eu tô sempre com um pezinho e metade do corpo lá.

E hoje em dia, vocês sabem, né? Existe exame pra tudo. Descobri que tinha um tal exame de sangue, que a partir da oitava semana de gestação, podia descobrir o sexo do bebê. O exame, de forma curta e grossa, é assim: nós mulheres somos XX. Se aparecer um Y lá no meio, é menino, afinal, de onde surgiria um Y na história, se todas as mulheres são XX? Se não aparecer nada, é menina. Simples, né?

O exame era salgadinho, mas pagável. Marcelo dizia: pra quê a gente vai gastar essa grana? (ah… a praticidade masculina…) Vamos esperar as 16 semanas e descobrir na ultra… (vontade de bater numa criatura dessas!) Adivinhem o que eu fiz? O exame de sangue, claro! Amanheceu o primeiro dia da oitava semana de gestação (sem nenhum exagero), e lá fui eu ao laboratório. Uma semana looongo de espera. A torcida por uma menina era grande. Meus pais, Marcelo, os pais dele, todos queriam uma menina. Já tínhamos o Arthur, meu sobrinho afilhado e o Leo, filho de uma grande amiga, que se tornou da família.

Os dias se passavam e eu entrava no site do laboratório de meia em meia hora (quando digo de meia em meia hora, traduzam para de cinco em cinco minutos), pra ver se já tinha o resultado. Até que um dia: resultado liberado! Abri o laudo e estava lá:

  • Marceloooooo! É menino!!!!

Era a natureza me dizendo que nem tudo nessa vida pode ser planejado. Mas quer saber? Não fiquei triste nem por um segundo. Fiquei AMARRADAÇA e o Marcelo também. No fundo, isso tudo é uma besteira, não acham? Menino ou menina: ambos são encantadores!

Quando engravidar novamente, vou tratar de providenciar uns florais no maior estilo Rivotril pra ver se conseguir esperar um pouquinho e descobrir na ultra. Tenho que dar o braço a torcer: deve ser bem mais emocionante! Pra quê tentar controlar o incontrolável? (Momento Natalia madura – orgulho).

Era o nosso garotinho que estava a caminho, gente! E a nossa vida ia, aos poucos, se enchendo de molecagens.

Natália Sambrini
Natália Sambrini
Sou Natalia, mãe do Vicente, roteirista, atriz, produtora, escorpião com ascendente em áries e lua em câncer (pra quem é ligado nos astros), balzaca, brasileira por parte de mãe e paraguaia por parte de pai, carioca da gema, feminista, questionadora, ansiosa, inquieta e insone por natureza... sou coisa a beça! O que eu gosto mesmo é de gente!

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