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Oiê!

Me perdoem pelo sumiço, é que eu estava… transando. Rs!

Como prometido no post anterior, venho aqui escrever sobre transar com a intenção de engravidar.

Quando eu era criança, queria ter 4 filhos. Queria não, tinha certeza que teria.

O maior sonho da minha vida sempre foi ser mãe. O tempo passou, cresci e achei que 4 podia ser over.

Me preocupo com a minha carreira? Claro. Amo o que faço. Mas sonho, sonho mesmo, era ser mãe. Os dois juntos: um sonho dourado.

Nunca passei imune a um carrinho de bebê com um bebê dentro fofinho, sorrindo. Sou dessas que sorri para bebês na rua.

Amo criança e tenho a dádiva de conviver com várias… Além do meu filho, Vicente, tenho o Arthur, meu afilhado e sobrinho, o Léo, filho postiço (ok, ele já é um adolescente, mas minha eterna criança), meus priminhos sobrinhos, filhos de queridas amigas…

Meus fins de semana são recheados de festas infantis, cinema, teatro com eles e sou bem feliz assim!

Eu sabia que não passaria por essa vida sem ter um filho. Pois bem, agora quero dois. Por que? Porque sim! Porque acho maneirão dar um irmão (ã) pro Vicente, porque um é pouco, dois é bom, três é demais? Hum… Sei não.

Vou contar uma história aqui, que não sei se já contei, se tiver contado, apenas risque isso e me aceite, minha memória anda me deixando na mão. Passei esse ano todo achando que tinha 30 anos e outro dia Marcelo me falou que tenho 31, que faço 32 em novembro :/

Trabalho como roteirista mas minha formação é como atriz. E num dos muitos cursos que fiz nessa vida de teatro, tinha um exercício que era assim:

Você enchia 3 balões de festa, bexiga ou como preferir chamar e preenchia cada um deles com um sonho.

O primeiro eu enchi de maternidade, de filho, de família, de continuar tendo uma pessoa especial para amar e ser amada (nessa época eu e Marcelo já namorávamos!), ou seja,  do meu desejo mais profundo. Percebam como eu dei uma roubadinha e coloquei um monte de sonho num balão só!

O segundo eu enchi de carreira, reconhecimento e amor pelo meu trabalho.

O terceiro eu enchi de dinheiro, grana pra ter uma casa, viajar, um carrinho na garagem, por que né? Quem não quer?

Algumas pessoas queridas fizeram esse curso comigo: Ana Paula e Nina! Vocês estavam lá e se lembrarão disso, e talvez até dêem umas boas gargalhadas! <3

Num determinado momento, precisávamos estourar um balão, um sonho.

Puta merda! Já fiquei sem grana de cara.

Pensei: vou trabalhar que nem uma corna, ganhar nem um puto, mas vou ter um filho!

Num segundo momento, lá se foi mais um sonho. Isso mesmo, precisávamos estourar mais um (TEN-SO!!!)

Eu via correr pelos meus dedos toda minha carreira, trabalhos incríveis que poderia fazer, prestígio, reconhecimento! Afffff. Que tristeza.

Mas eu ainda tinha uma família e um filho. Eu ainda tinha o amor, o amor que queria pra mim.

Num terceiro momento, você tinha que correr e estourar o último balão/sonho de alguém.

Gente! Isso é muito sério! Estourar balão com sonho dos outros…

Minha filha, foi um tal de gente correndo e gritando agarrada com o balão!

Eu me espremi num canto da sala em posição fetal protegendo toda minha prole.

  • Não, não! Mais essa eu não vou suportar!

Depois disso, um apagão. Simplesmente  não lembro se conseguiram estourar o meu último balão ou não.

Esse curso já faz muito tempo, mais de 10 anos…

Talvez tenham conseguido e eu tenha desenvolvido uma espécie de trauma que me faz não lembrar!

Apenas um PS: era um curso super intenso, para aflorar emoções fortes, foi uma choradeira danada. Essa história aí me marcou.

Vida de ator né mole, não. A gente corre cheio de sonho por aí.

Essa é uma metáfora perfeita de quem sou eu.

Fui agraciada com o meu lindo Vicente. Fomos. Eu e Marcelo. Temos uma família. E sim, queremos mais um porque o que filho traz de caos, traz de amor. É muito, né pouco não.

Sei que quando ele ou ela nascer, vou me arrepender no segundo seguinte. Vou me achar uma maluca descompensada.

  • Logo agora que minha vida tá voltando ao normal?

Mas eu gosto mesmo é de me reinventar. Esse desejo tem a ver com um monte de coisas: além de querer viver tudo de novo de uma forma mais madura e consciente, tenho uma vontade enorme de parir.

Pa-rir mesmo. Agachada, de quatro, gritando, sei lá… Me sentir bicho, me sentir parte da natureza. Sempre quis. Deve ser visceral.

Infelizmente uma pré-eclâmpsia no fim da minha gestação, me roubou essa oportunidade.

Pode ser que eu não consiga parir? Pode. Porém, uma nova chance de tentar, me deixa eufórica.

Não acho que quem faz cesárea é menos mulher, não! Somos todas fodonas, porra! Só acho que essa experiência deve ser incrível e transformadora.

Pois bem, eu já estou grávida na ideia, tenho uma gravidez na cabeça. Tô grávida todo dia da Helena ou do Henrique (Henrique foi o nome escolhido pelo Vicente), Helena é o nome escolhido por mim e Marcelo desde que começamos a namorar. Em comum, eles têm o “H”.

No útero mesmo, tô grávida ainda não. E quem disse que basta encasquetar com uma ideia que a gente consegue o que quer?

Às vezes as coisas precisam ser trabalhadas, às vezes rola uma corrida de obstáculos.

Tá rolando uma luta por aqui. Sou portadora de uma doença crônica chamada endometriose. Doencinha de quinta categoria que dificulta tudo.

A parte legal é que tá rolando uma trepação louca por aqui. Tipo:

  • Ah, não temos nada pra fazer, bora trepar!

E sexo chama sexo. Quanto mais você faz, mais você quer. Quanto menos você faz, menos você quer.

Na semana fértil fico que nem tarada, tenho até pena do Marcelo que às vezes me olha com uma cara de:

  • Pelo amor de Deus, de novo?

Ele não vai gostar de ler isso aqui. Mas é essa cara mesmo que ele faz.

Às vezes a gente briga, porque eu fico puta com essa cara. Mas quase sempre a gente se entende.

Tem uma coisa chata de transar pra engravidar porque envolve uma logística/estratégia/mecânica. (Sim, estou praticamente plantando bananeira depois do ato, pra facilitar a gravidade, vai que…)

Às vezes é meio mala, às vezes você não tá muito a fim mesmo, mas aí tu pensa: a próxima chance é só no mês que vem, aí tu cai dentro por via das dúvidas.

Geralmente depois da semana fértil, rola um periodozinho de “descanso”. Não somos mais adolescentes, não temos mais esse pique todo, não! É preciso recuperar as energias.

Quando desce a menstruação é chato, sabe? Geralmente eu choro. Mas a esperança se renova no segundo seguinte. E assim a gente segue a vida: trepando e cantando e seguindo a canção.

Não sei quando vai rolar. Não sei como. Se vai ser naturalmente, se vai rolar um tratamento, se vamos adotar (essa opção é muito cogitada por aqui! Mas eu queria mesmo engravidar do segundo e adotar um terceiro.) Acho que agora o Marcelo pede divórcio! Ele não sabe que tenho em mente 3! ?

Como a fé não costuma “faiar”, eu sei que vai rolar.

Boa sorte a todos os casais trepantes tentantes! A todas as mulheres que estão passando por isso, fazendo tratamentos com seus companheiros ou companheiras. Sei o quanto é desgastante, podem me escrever que vou amar trocar com vocês!

O e-mail de contato é blogmultiplicamor@gmail.com 😉

Beijos tarados e quase férteis (semana que vem TEM!) de mim procês e até o próximo post!

(Comentem, curtam a página no face, se inscrevam aqui no blog, façam alguma coisa que me deixe felizinha!) 🙂

 

 

 

 

 

Natália Sambrini
Natália Sambrini
Sou Natalia, mãe do Vicente, roteirista, atriz, produtora, escorpião com ascendente em áries e lua em câncer (pra quem é ligado nos astros), balzaca, brasileira por parte de mãe e paraguaia por parte de pai, carioca da gema, feminista, questionadora, ansiosa, inquieta e insone por natureza... sou coisa a beça! O que eu gosto mesmo é de gente!

4 Comentários

  1. Livia Lins disse:

    Adorei, Nat!

    Adore saber que está tentando, que está realizando seus sonhos e adorei o texto.

    Não chore! As coisas têm seu tempo.
    Heleninha vai vir na hora certa e você vai parir da maneira mais lindaz forte, selvagem e cheia de amor!

    Estou já na torcida!

    Bjs!

  2. Décio Lavos Coimbra disse:

    É bem gostoso ler o que você coloca. Tanto no formato quanto no conteúdo. Só que tem muito conteúdo, e vou me deter numa parte mais chão da coisa (certamente quebrando o lirismo do resto, mas se está na chuva…): não deixar apenas um filho é bom também pra ele no futuro pois o cuidar dos pais é dividido com o irmão. Eu sei, a gente não faz mais filhos pensando nisso, a gente não transa pensando nisso, a gente não começa família pensando nisso. Mas isso acontece, com, ou mesmo sem, certeza.

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