Muito assunto pra um post só!

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Sempre tive uma tendência enorme a ficar enjoada. Era o tipo de criança que enjoava no carro, num pequeno trânsito entre Botafogo e Copacabana. Em viagens então, nem se fala!

Minha mãe sempre carregava um saquinho plástico para eventuais emergências.
Na verdade, até hoje sou assim.
De repente, do nada, me bate um enjôo, começo a suar frio… Tenho que parar, respirar fundo e tomar uma água tônica pra melhorar.

Por conta desse meu histórico, sempre achei que fosse passar muito mal na gravidez.
Tinha relatos de amigas que passaram os três primeiros meses literalmente com a cara enfiada na privada. Esperava o pior, mas me surpreendi muito. Posso contar nos dedos, as vezes que enjoei.

Nunca esqueço uma vez que ia fazer uma viagem de navio com minha mãe e irmã. Minha mãe estava em pânico. Achava que eu ia passar os dias trancada na cabine, sedada com os remédios de enjôo. Resolveu, então, consultar meu pediatra, queria levar uma lista de remédios. Dr. Aloísio da Veiga (o médico mais legal do planeta, que foi meu “pediatra” até os 21 anos e hoje é o pediatra “avô” do Vicente) olhou pra ela e deu o veredicto:

– Não precisa levar nada. Criança feliz não fica doente!

E não deu outra! Na altura de Santa Catarina, o transatlântico jogava como uma casquinha de noz em meio a uma tempestade. Todo mundo enjoou naqueles dias! Menos eu, que passava os dias todos me divertindo como nunca. E quando a viagem acabou, saí chorando porque não queria descer do navio. Vai entender o organismo da gente… Eu sempre quis tanto engravidar… Acho que a empolgação foi maior do que qualquer mal estar. Talvez por isso tenha rolado essa quebra de expectativa.

A verdade é que de uma forma geral, me sentia muito bem. A não ser por um mero detalhe: quando engravidei, eu fumava. Aí você vai pensar: “cafona”, “fora de moda”, “quem é essa pessoa que fuma hoje em dia sabendo de todos os malefícios causados pelo cigarro?”, “Grávida, fumante? Que absurdo!”

Aí eu vou te responder que neste exato momento já não fumo mais! Ahá! Parei há 20 dias. Tá difícil, mas tô firme, só que isso é assunto pra um novo post ;)! Enfim, gente, não tô aqui pra ser exemplo pra ninguém, faço o que posso. Minha gravidez não foi planejada, então de repente me vi grávida e fumante, sim. Que merda…

O fato é que fiquei super apavorada em ter que parar de fumar de uma hora para a outra, num momento de tanta ansiedade. Abdicar do chopp, do vinho, das noitadas, não foi problema pra mim… Mas o cigarro… Ai, ai, ai.
Algumas pessoas que fumam, dizem sentir enjôo de cigarro no início da gravidez, ah como eu desejei esse enjôo…
Me lembro d’eu falando com a minha ginecologista ao telefone:

– Fudeu! (com o perdão do palavrão) Não vou conseguir parar de fumar!

E ela falava:

– Calma, Natalia, você vai conseguir, sim. Reduz pra 3 cigarros por dia, agora nesse início e depois para.  Dessa vez, você tem um motivo muito nobre.

E assim foi. Reduzi drasticamente a quantidade de cigarros, até que parei. Não sem do! Sentia falta, sim, mas o Vicente foi se tornando cada dia mais real, concreto e meu vício precisou ficar em segundo plano, naquele momento. Até porque, jamais me perdoaria de causar qualquer mal ao meu filho.

As mudanças desde o início já são bem significativas. A pele, o cabelo, tudo fica meio diferente. E as estrias? Ficava apavorada e passava meio quilo de creme depois do banho, numa tentativa desesperada de me livrar delas. Tenho muita tendência! Minhas primeiras estrias surgiram quando eu tinha apenas oito anos de idade! ATENÇÃO, ATENÇÃO: OITO ANOS ! Mó vacilo com a criança, né?Alguém merece? Definitivamente, eu sempre fui precoce pra tudo. Até minhas estrias são precoces. E vocês acham que os cremes evitaram novas estrias durante a gravidez? Óbvio que não! Ganhei mais algumas pra coleção. Ah, mas tudo bem também, quem é que vai ligar pra mais meia dúzia de estrias gerando uma nova vida! Elas que se danem!

Vivo um efeito sanfona pra forró nenhum botar defeito! Já estava super acima do peso quando engravidei, mas nos três primeiros meses, para o meu espanto, emagreci dois quilos.
Começava a surgir uma barriguinha, mas eu estava, de fato, mais magra. Ah se tivesse sido assim até o final… Teve um mês que eu engordei 5 quilos! What? Isso mesmo. Levava cada esporro da gineca, mas saía do consultório dela e ia comer meu clássico rocambole de morango com chantilly na delicatessen da galeria. Hum… Hihihi…

Quanto às mudanças psicológicas, esse papo de que mulher grávida fica mais sensível é real mesmo.
Eu chorava muito… Tinha crises de ansiedade (claro, a palavra da minha vida). Sentia medo do futuro. Pensava:

– Não sei cuidar nem de mim mesma, como vou ser responsável por outra pessoa? Será que vou dar conta?

Hoje eu me pergunto: será que eu tô dando conta?

Acho que dou conta na mesma medida que não dou. Ando um pouco cansada desses modelos de sucesso que vemos em revistas, dessa maternidade fake que querem nos empurrar goela abiaxo. Não sou uma super-mulher nem tenho a pretensão de ser. Sou só a Natalia, um ser humano que acerta e erra, com qualidades e defeitos. E a minha experiência na maternidade tem sido assim também. As mulheres que me inspiram, são mulheres reais. Ufa! Que bom que elas existem! Que bom saber que não estou sozinha. Mais isso também é tema pra um outro post. 🙂

E meu navio ia seguindo, e essa viagem foi/está sendo minha maior aventura. <3

 

Natália Sambrini
Natália Sambrini
Sou Natalia, mãe do Vicente, roteirista, atriz, produtora, escorpião com ascendente em áries e lua em câncer (pra quem é ligado nos astros), balzaca, brasileira por parte de mãe e paraguaia por parte de pai, carioca da gema, feminista, questionadora, ansiosa, inquieta e insone por natureza... sou coisa a beça! O que eu gosto mesmo é de gente!

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