Só não viaja na maionese!
5 de julho de 2016
Status: transando
29 de julho de 2016
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E está aberta a temporada de FÉRIAS! Pra quem, cara pálida? Pro Vicente, porque euzinha aqui só vou ter uma folguinha no Natal e ano novo. Mas não tô reclamando não, trabalho com o que gosto, tenho parceiros maravilhosos e flexibilidade, o que mais eu poderia querer? Pra melhorar minha situação, Marcelo, meu companheiro, é professor e tira férias junto com Vicente, ou seja: PERFEITO!

Só que eu faço parte de uma minoria. Fico pensando em como as famílias resolvem essa questão “férias” dos pequenos. Aliás, ando pensando em como as pessoas resolvem a questão “ter filhos”. É sério! Acha que eu tô exagerando? Gente, o mercado de trabalho é incompatível com nossas crianças, que dão um trabalho do cão, não escolhem dia pra ficarem doentes e por aí vai.

A minoria ganha suficientemente bem pra pagar uma creche/escola (quando opta pelo ensino particular) ou babá e ainda sobrar uma quantia considerável para usufruir da vida. A conta não fecha.

O que mais vejo são mulheres culpadas por deixarem seus filhos sob cuidados de outros para trabalharem ou culpadas porque não estão trabalhando, porque não estão sendo produtivas (bom, eu valorizo demais e acho mega produtivo, pessoas que se dedicam a educar seres humanos legais, nesse mundo cada vez mais doente).

E eu poderia estar falando de homens que também deixam de trabalhar pra cuidarem dos seus filhos? Não, não poderia porque infelizmente essa não é uma realidade. Apesar de todos os avanços, de tantos pais que chegam junto, ainda vivemos numa sociedade machista e eu não conheço um homem que tenha vivido esse dilema.

Sinceramente não sei qual é a solução, só sei que esse modelo de mundo empresarial está falindo e trazendo angústia pra muita gente.

 

 

 

Natália Sambrini
Natália Sambrini
Sou Natalia, mãe do Vicente, roteirista, atriz, produtora, escorpião com ascendente em áries e lua em câncer (pra quem é ligado nos astros), balzaca, brasileira por parte de mãe e paraguaia por parte de pai, carioca da gema, feminista, questionadora, ansiosa, inquieta e insone por natureza... sou coisa a beça! O que eu gosto mesmo é de gente!

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