Eles crescem rápido demais ou Respira fundo…

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Oi, gente bonita!

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Tô com uma lista infindável de assuntos acumulados que pretendo aos poucos ir postando aqui.

Hoje acordei um tanto nostálgica, saudosista, com a sensação de que meu pingo de gente, o “pouca sombra” como diz meu cunhado, tá crescendo rápido demais… E às vezes dá a sensação que eu tô perdendo alguma coisa. Vocês também sentem isso?

Ao mesmo tempo que sinto que ele está crescendo, se desenvolvendo com saúde e esperteza de sobra, rola uma sensação esquisita de que não consigo aproveitar todas as fases em sua plenitude…

É o tal clichezão, que ultimamente até eu tenho me pegado falando para amigos com bebês: aproveita que passa rápido!

A gente fala isso porque passa mesmo!!!

É que quando estamos no olho do furacão, há dias sem conseguir dormir 3 horas seguidas, andando como zumbis pela casa (descabeladas e de camisola – um pequeno adendo: tô falando isso porque imagino que as outras pessoas passem dessa fase! Eu continuo andando de camisola pela casa! Pra mim, casa é sinônimo de pijama. #ApenasMeAceitem – lutando pra conseguir tomar um mísero banho de 20 minutos com dignidade, ou pagando mico em restaurantes, pelas ruas, mercados e shoppings, quando nossas criaturinhas estão passando pelo famoso “terrible two”, fazendo toda a sorte de birras, manhas, nos fazendo acreditar que estamos mal criando os malcriados ou apenas criando um monstro… Ou a eterna fase daquela amigdalite, que veio depois da sinusite, que emendou com virose, que acabou virando otite e que faz com que uma semana sim, a outra também estejamos a postos nos pediatras ou emergências deste mundão… Esses momentos engolem a gente, parece que estamos sozinhos no mundo e que o tempo se arrasta…

Só que passa, MESMO, que nem uva. Quer dizer, a parte do “terrible two” aqui de vez em quando ainda me faz uma visita em forma de”terrible four”, como há umas 3 semanas, passeando com Vicente, depois de explicar que ele não ganharia um brinquedo porque além deu não ter dinheiro naquela ocasião, que brinquedo não se ganha o tempo todo e ele ter sido possuído pela ragatanga, gritando no meio da rua:

– Não faz isso comigo, mamãe! Não faz assim!!!! Eu tô com dor de cabeeeeça!

As pessoas passavam por nós, olhavam com piedade pra ele e pra mim com cara de raiva. Só que é o contrário, né? A coitadinha ali era eu! Senti tanta pena de mim… Mas tanta pena! Tive vontade de sentar na calçada e chorar. Apenas. Ao invés disso, sentei com ele numa padaria, olhei bem no fundo do olho do moleque e disse em tom dramático:

– Você acha certo o que está fazendo com a sua MÃE??? (entonação forte no “MÃE”)

E ele bem baixinho:

– Não.

– Então vamos nos acalmar! Eu e você. Um mate e uma coca, por favor!

Nessas horas a gente se arrepende por 2 minutos, mas nada que um mate pra ele e uma coca pra mim não resolvam.

Enfim, o lance é que o Vivi vai fazer 5 anos agora em novembro, não tem mais resquício de bebê, quer dizer, tem: a barriga, que eu beijo muito! E tirando essas tretas que rolam no dia a dia, ele é um parceirinho e tanto. Um companheiro maravilhoso pra quase todo tipo de programa! Tá na fase dos porquês (que eu amo, apesar de não saber responder todos), fala pelos cotovelos coisas engraçadíssimas e também coisas lindas, como quando vem me acordar:

– Acorda, mamãe. Hoje é um novo dia!

Gente, isso é pra morrer, né? Como as crianças são maravilhosas…. Como nos adulteramos neste processo de virar adulto… Se todo dia da nossa vida levássemos a sério esse negócio de “HOJE É UM NOVO DIA” ou traduzindo: temos um dia INTEIRO e NOVO para desfrutarmos, para tentarmos algo que não deu certo, pra fazer aquilo diferente, ficaríamos menos doentes e frustrados, teríamos dias mais lindos, felizes e produtivos. Né não?

Ou outra que já devo ter contado por aqui, mas que vale repetir: quando tô chorando (sou uma pessoa que chora com alguma frequência e nem sempre escondo meu choro do meu filho porque não vejo problemas dele perceber que a mãe dele sente tristeza e tem dias ruins…), ele, do fundo de sua sabedoria me fala:

– Mamãe, respira fundo. Respira fundo que passa.

E eu agradeço, e obedeço. Sério, existe conselho melhor?

Res-pi-ra. Infle de ar seus pulmões e solte devagar. Faça isso algumas vezes. Seu coração vai se aquietar, você vai ponderar e a dor até dá uma trégua… Quantas barbaridades poderiam ser evitadas se antes de cometê-las, a pessoa parasse e respirasse fundo…

Nossas crianças são lindas, sábias, ensinam muito pra nós. É só saber ouvir com atenção… E também vale se emocionar!

Bom, eu sou essa pessoa aí que mistura um monte de assunto, mas acho que tá tudo meio que conectado nessa bagunça maravilhosa que é ser mãe.

Tudo isso pra dizer que o pequeno aqui tá crescendo na velocidade da luz. Que cada fase é única e especial. Que as fases que passam não voltam mais, viram memória. Que eu quase surto de saudade quando vejo uma foto dele bebezuco, mas que olho pra ele hoje e sinto o maior orgulho por estarmos percorrendo esse caminho juntos.

E no mais, quando a saudade bate, é respirar fundo e seguir em frente.

Obrigada, Vivi! Obrigada, Zé!

Carpe Diem <3

 

 

Natália Sambrini
Natália Sambrini
Sou Natalia, mãe do Vicente, roteirista, atriz, produtora, escorpião com ascendente em áries e lua em câncer (pra quem é ligado nos astros), balzaca, brasileira por parte de mãe e paraguaia por parte de pai, carioca da gema, feminista, questionadora, ansiosa, inquieta e insone por natureza... sou coisa a beça! O que eu gosto mesmo é de gente!

1 Comentário

  1. renata vidal disse:

    Pura verdade! Passa muito rápido e tb ando mega nostálgica! Vejo fotos da Malu toda gorducha bebezoca e morro de saudades!!!! Nossos bebês cresceram!!!! <3

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